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domingo, 14 de fevereiro de 2016

Pedro Brant

Brainstorm sobre consequências







Acordei hoje e percebi como tenho sido refém das consequências de decisões de outras pessoas. Antes de tudo, sim, eu estou exposto a essas consequências por uma escolha anterior minha, então no fim a culpa ainda é minha. Porém, o fato de assumir a culpa, não muda o incrível fato de como, o tempo todo, pequenas escolhas que fazemos no nosso dia a dia são capazes de afetar dezenas, centenas ou até milhares de pessoas, quiçá até milhões ou bilhões se você for um grande executivo ou uma pessoa de grande influência.

Vamos pensar juntos. Toda vez que tomamos uma decisão pensamos nas consequências dela, mas em quais pessoas? De maneira geral em nós e aqueles que nos cercam. Mas, por quê?

Usemos um exemplo para ilustrar. Um rapaz acabou de se formar no ensino médio, e está em dúvida sobre o que fazer, suas opções, escolhidas por ele mesmo envolvem:
 
Fazer Direito e virar advogado;
Fazer Química e seguir a profissão;
Fazer administração e emendar um MBA;
Ir direto pro mercado de trabalho sem ensino superior.

Depois de muito pensar nosso rapaz ficou entre Química e Direito. Quais pessoas seriam afetadas por essa escolha? Por mais que chutemos ou achemos que sabemos a resposta, ela vai além do que qualquer um de nós pode imaginar.

No primeiro cenário ele escolheu Direito, lá na faculdade conheceu uma menina a qual se apaixonou e casou com ela e decidiram adotar uma criança. Mas, antes de chegar a isso, as consequências já eram notáveis. A mãe dele odiava a hipótese dele cursar Direito, mas nunca contou, e entrou em depressão pela escolha do filho, que nunca soube disso uma vez que ele foi morar em outro estado, onde ficava a faculdade.

Uma amiga da mãe, que o filho não tem contato, passou a ficar mais tempo com ela para ajudá-la. O marido dessa amiga passou a se sentir abandonado e acabou por procurar alguém fora do casamento. A amante era também casada, e ambos acabaram traindo seus parceiros.

Por ter escolhido Direito, o rapaz, sem jamais ter imaginado, destruiu dois casamentos, e salvou a vida de um garoto que estava em um orfanato, além de ter achado uma esposa. Apenas com essa escolha ele afetou 5 famílias inteiras, sem saber. Isso tudo ocorreu, pois, todas essas pessoas estavam além do campo de visão de pessoas que são afetadas pelas consequências de nossos atos.

Pensemos agora no outro cenário. Ele foi cursar Química, sua mãe ficou contente. Lá ele se aceitou bissexual, achou o amor da vida dele e casou com o menino, e adotaram, vejam só, a mesma criança do outro cenário. Além disso, durante o namoro ele ajudou o namorado e a família a aceitarem a realidade.

Nesse cenário ele acabou salvando duas vidas e uma família, mas por não ter escolhido Direito a sua namorada do outro cenário acabou namorando outro rapaz que a agrediu e ela precisou de socorro policial para prendê-lo e se livrar dele. Isso tudo porque ele escolheu Química.

Toda escolha que tomamos gerará boas e más consequências para várias pessoas dentro e fora do nosso campo de visão dessas consequências. Mas, voltando a pergunta inicial, até onde podemos ver quem será afetado pela consequência dos nossos atos? Até onde vai nosso campo de visão dessas consequências?

A resposta dessa pergunta é simples. Só podemos ver as pessoas que serão afetas em todos os cenários. No caso do nosso personagem ele só podia prever parte das consequências para sua própria família, pois as demais pessoas estavam além do seu campo de visão, já que ele apenas as conheceria depois que a decisão foi tomada.

Toda vez que decidimos algo, em sua maioria, temos consciência que várias pessoas serão afetadas, só não temos noção quantas pessoas de distância as consequências de nossas escolhas podem atingir. Portanto escolham bem que direção tomarão pois nunca saberemos o as reais consequências e o real número de pessoas que sofrerão dessa escolha.

Fonte da Imagem: visiblechild

Pedro Brant

About Pedro Brant -

Escritor de horas vagas. Deixando os pensamentos formarem ideias e, constantemente, exercitando a criatividade do pensar livre.

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1 comentários:

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Guilherme
AUTHOR
19 de fevereiro de 2016 às 07:18 delete

Já tive pensamentos como este também.
Achei muito legais as projeções. Essas foram criativas e bem ilustrativas!
Foi uma ótima reflexão, e você conseguiu expressar muito bem seu jeito de encarar as consequências da vida.
Curti!

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