Você tem consciência de como seus atos influenciam as pessoas ao seu redor? Ou invertendo a visão dos fatos, você deixa as pessoas saberem o quanto elas influenciaram suas vidas? Acredito que para a maioria, a resposta de ambas seria não.
Por esse simples motivo vários heróis invisíveis nascem sem que nunca saibamos que foram importantes para alguém. Sejam por simples ações rotineiras, ou um bom dia numa hora apropriada, uma mão amiga naquele momento desesperador, uma companhia, uma conversa, uma ideia, enfim, qualquer que seja o motivo, esses heróis acendem uma chama que estava morrendo ou, até mesmo, apagada. Sem nunca saberem como fizeram as chamas voltarem a queimar dentro daqueles que foram salvos, eles seguem seus caminhos sem saber que fizeram algo por alguém.
Temos dois cenários envolvendo nossos heróis ou heroínas do dia-a-dia.
Vamos ao primeiro, é quarta-feira, aquele cliente super exigente te fez ir pro trabalho uma hora mais cedo, você não pode nem acordar com seus filhos, dormiu mal por causa do horário e da preocupação, essa reunião põe muita coisa em jogo, seu chefe está te pressionando por resultados. Soa ligeiramente familiar? Trocando contextos parece muito a vida geral de um adulto certo?
Agora peguemos nosso indivíduo indo ao trabalho, entra no ônibus e prepara para seguir caminho até o trabalho, são geralmente 90 minutos, e neste horário com certeza iria em pé, o que por si só é um problema pois aquela dor do joelho voltou com força total essa semana por conta do estresse.
Vendo a cara de dor daquela pessoa, alguém aleatoriamente o cutuca e oferece seu lugar. “Já vou descer na próxima, pode ficar aqui.” Situação rara não? Estamos cada vez mais egoístas. Cada vez menos ajudando o outro em prol do nosso bem.
Mas somos uma comunidade e a primeira situação sempre ocorre quando nos damos conta disso. Sempre devemos olhar o melhor para nós como sociedade. Seja comprando no comercio local quando possível, valorizando e divulgando o trabalho de um colega ou amigo.
O segundo cenário, ocorre quando apenas nos contaminamos com bom astral.
Vamos a um exemplo bem didático de contaminação de astral: “O motorista pode correr a quarta série não tem medo de morrer”, ou qualquer outro canto de pré-adolescente se encaixa no contexto, você é carregado pelo astral que o ambiente te impõe.
Mas e se a pessoa, ou até mesmo você, for aquela pessoa que impõe o astral, positivo no caso?
Vamos a um exemplo real, ONGs que levam descontração para hospitais infantis. Não preciso dizer que hospital não é um mar de alegrias, e que uma pessoa feliz não consegue geralmente contaminar muita gente lá, mas essas pessoas têm esse dom e contaminam todo um hospital trazendo sorrisos.
E no dia a dia? É possível o mesmo efeito?
Quem chegou no trabalho viu um humor generalizado e baixo. E em seguida, alguém trouxe o astral pra cima, algum colega que contagiou os outros com bom humor. Sabe aquele dia que você estava especialmente mais cansado, mais infeliz, desgostoso de estar ali, e alguém tem a ideia de sair pra almoçar fora num lugar diferente, ou pedir uma comida, ou quem sabe um jogo pro intervalo.
No fim não importa o que foi levado por alguém para o ambiente, mas o resultado. Uma a uma as pessoas são sugadas para aquele ambiente com um astral mais leve. Afinal somos humanos, temos nossas oscilações, temos nossos momentos, e podemos ajudar quem não está num bom momento compartilhando um pouco do nosso.
Mas afinal? Quem somos nesses casos? Quem queremos ser?
Vivemos em comunidade, existimos porque trabalhamos juntos, tendo ou não consciência disso, mas a grande mudança se dá quando tomamos consciência disso e nos tornamos parte desse esquadrão de heróis invisíveis.
Já contou pro seu herói invisível como ele foi importante pra você hoje? Acho que devia, você pode se tornar o dele.
| Fonte da Imagem: keyword-hero.com |